Hoje, a programação era começar pelo passeio de Montmartre, mas como estava chovendo muito, resolvemos ir ao Musée D´Orsay.
Fomos para o metrô e fizemos a baldeação para o RER, que seria a Rede Expressa Regional, uma rede ferroviária urbana que serve as grandes aglomerações e arredores. É um sistema de transporte híbrido e consiste na integração das linhas da periferia a uma rede subterrânea ou ao ar livre que atravessa o centro das cidades. O RER é usado como rede expressa, oferecendo múltiplas correspondências com o metrô.
Mapa das linhas do RER
Fonte: http://www.ratp.fr/
Chegando na plataforma, conhecemos dois casais brasileiros, um de Recife e um da Paraíba, que também estavam indo para o museu. Esperamos um bom tempo até que um cara apareceu do outro lado da plataforma falando que era ali onde ele estava que ia passar o trem e não onde estávamos.
Descemos e fomos até a plataforma do outro lado, só que neste intervalo o trem passou e o próximo só passaria depois de 35 minutos. Procurei no nosso mapa para ver qual a estação de metrô mais próxima e resolvemos ir de metrô mesmo.Todos aceitaram e fomos. Descemos na estação Assemblée Nationale e andamos uma quadra para chegar no museu.
Entrada do Musée d´Orsay
A fila virava o quarteirão e eu fui para o fim da fila com as meninas, enquanto os meninos foram se informar se aquela era a fila correta e sobre o PMP. O Luciano descobriu que aquela era a fila para comprar o ingresso (quem não tinha o PMP). Os casais não tinham o PMP e ainda iam comprar os ingressos .Nos despedimos dos casais e fomos para a entrada do museu, totalmente sem fila.
Musée d´Orsay
Assim que você entra tem uma placa falando que é proibido mochilas, ou seja, todos são obrigados a colocar suas coisas na chapelaria. Deixamos as mochilas e os casacos e por um lado foi ótimo, poder apreciar o museu sem estar carregando nada.
Musée d´Orsay
O Musée D´Orsay é um museu de três andares e resolvemos começar pela parte de cima e fomos descendo até o térreo. Nele há coleções como pinturas e esculturas da arte ocidental entre 1848 e 1914 de Van Gogh, Monet, Degas, entre outros. Há ainda exposições temporárias que ocorrem paralelamente à exposição permanente. Onde funciona o museu, inicialmente era uma estação ferroviária construída para abrigar o trem que fazia a linha Paris-Orléans. Mais tarde virou uma estação de trem suburbanos e durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de posto dos correios.
"A Pequena Bailarina" de Degas (minha obra favorita do Musée d´Orsay)
Depois de ver todo o museu, pegamos nossa coisas de volta e encontramos com os casais que tinham vindo conosco e eles estavam entrando naquele momento no museu, o que me fez ver que vale muito a pena o PMP.
Quando saímos, o sol tinha aparecido e fomos para Montmartre. Pegamos o metrô e descemos na Estação Anvers (fica bem no pé do "morro").
Metrô
Montmartre é o bairro boêmio de Paris. É uma colina que sempre se destinou a lugar de culto e seu nome, deve-se aos inúmeros mártires cristão que foram torturados e mortos no local por volta do ano 250. Em 1933 passou para a jurisdição de monges beneditinos, que ali passaram a cultivar uvas para a produção de vinho, atividade que continua até hoje.
Montmartre
Em 1860, o bairro foi ligado à cidade e transformou-se num ponto de encontro de artistas e intelectuais, famosos pela sua vida noturna. Modelos, bailarinas e pintores como Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh e Renoir frequentavam o lugar. Hoje suas ruas possuem artistas, turistas e vendedores ambulantes.
Subimos a Rue Steinskerque, que é cheia de lojas de suvenires. Fomos até o "pé" da Igreja Sacre Coeur e depois começamos a subir a escadaria. Tava uma ventania típica de quando vai chover.
Subida da Rue Steinkerque lotada de turistas e ambulantes
Subimos a Rue Steinskerque, que é cheia de lojas de suvenires. Fomos até o "pé" da Igreja Sacre Coeur e depois começamos a subir a escadaria. Tava uma ventania típica de quando vai chover.
Sacre Coeur
Escadaria da Sacre Coeur
Chegando lá em cima, tiramos umas fotos e fomos ver o interior da Basílica. É uma pena não poder tirar fotos lá dentro (e os guardas ficam monitorando o tempo todo para ver se você não está tirando foto).
A Basílica de Sacre Coeur é um templo da Igreja Católica Romana e é o simbolo do bairro de Montmartre. Ela fica bem no topo do Monte Martre, ponto mais alto da cidade e foi construída com mármore travertino, que proporciona uma tonalidade branca. Ela é um dos monumentos mais visitados da França e tem o formato de cruz grega adornada por quatro cúpulas, incluindo a cúpula central de 80 metros de altura.
A Basílica abre todos os dias de 6am às 10:30pm, sendo a última entrada às 10:15pm. A cúpula maior também pode ser visitada de 9am a 7pm (6pm no inverno).
Sacre Coeur
Vista da cidade
Na saída, começamos a fazer o caminho que eu tinha planejado.
Fomos até a Place du Tertre, que é a praça onde ficam os artistas vendendo fotos e pinturas de Paris ou oferecendo para pintar retratos de turistas, e logo começamos a procurar um lugar para almoçar.
Demos a volta na praça e escolhemos um restaurante chamado Le Consulat. Pedimos omeletes e vinho branco...Estava tudo muito bom!!!
Depois do almoço, fomos descendo, passando pelos pontos que eu tinha marcado como o vinhedo, o Lapin Agile (um dos cabarés mais famosos e antigos de Paris), la Maison Rose (restaurante pequeno e charmoso, além de mais vazio que os restaurantes lá do alto da colina), Moulin de la Galette (originalmente um moinho de vento que produzia a farinha para fazer os galetos, mais tarde se transformou numa danceteria frequentada por Renoir e Van Gogh e inspirou Renoir a pintar a obra O Baile do Moulin de la Galette), a casa onde morou Van Gogh e seu irmão Théo até chegar na Place des Abesses, que é uma praça triangular, onde fica uma das mais bonitas estações de metrô de Paris em art nouveau.
Se você é fã de Amélie Poulain, não deixe de ir no Café Deux Moulins (Rue Lepic, 15).
Place du Tertre
Place du Tertre
Demos a volta na praça e escolhemos um restaurante chamado Le Consulat. Pedimos omeletes e vinho branco...Estava tudo muito bom!!!
Restaurante onde almoçamos
Vinhedo
Vinhedo
Au Lapin Agile
La Maison Rose
Moulin de la Galette
Casa onde morou Van Gogh
Casa onde morou Van Gogh
Place des Abbesses
Se você é fã de Amélie Poulain, não deixe de ir no Café Deux Moulins (Rue Lepic, 15).
Fomos até a praça Jehan Rictus, onde há o muro escrito "Eu te amo" em 311 versões em 250 línguas e depois seguimos até o Moulin Rouge.
O Moulin Rouge é um cabaré tradicional, construído em 1889 no pé de Montmartre (metrô Blanche). É famoso pela inclusão no terraço de seu edifício o grande moinho vermelho, símbolo da noite boêmia parisiense. Nele há espetáculos com dançarinas, muitas vezes considerados "obrigatórios" para turistas.
De lá, pegamos o metrô até a Île de la Cité (descemos no metrô Cité) e fizemos os passeios na Saint Chapelle e Conciergerie.
Muro do "Eu te amo"
O Moulin Rouge é um cabaré tradicional, construído em 1889 no pé de Montmartre (metrô Blanche). É famoso pela inclusão no terraço de seu edifício o grande moinho vermelho, símbolo da noite boêmia parisiense. Nele há espetáculos com dançarinas, muitas vezes considerados "obrigatórios" para turistas.
Moulin Rouge
De lá, pegamos o metrô até a Île de la Cité (descemos no metrô Cité) e fizemos os passeios na Saint Chapelle e Conciergerie.
A Île de la Cité é uma das duas ilhas no Rio Sena (a outra é a Île Saint Louis) que pertencem à cidade de Paris. É o centro da capital francesa e onde houve a fundação da cidade medieval. Nela encontram-se a Catedral de Notre Dame, a Conciergerie, a sede da Polícia, o Palácio da Justiça, o hospital de Paris, o Tribunal do Comércio e a Saint Chapelle.
Saint Chapelle
Na Saint Chapelle tinha uma fila bem grande, que cortamos mais uma vez por ter o PMP. A fila se forma porque tem uma revista rigorosa já que a sede do governo fica no mesmo terreno.
A capela é soberba!!! Lindíssima!!! Vale a pena ir lá para ver os vitrais mais lindos de Paris, mas a escadinha para subir até lá é bem apertada.
Saint Chapelle
A Saint Chapelle é uma capela gótica, que consiste de duas capelas sobrepostas, sendo a do andar de baixo para os funcionários e moradores do palácio e a superior para a família real. Seus vitrais emoldurados em pedra com rosáceas foram acrescentadas à capela superior no século XV.
De lá, fomos para a Conciergerie, que fica no mesmo quarteirão. Eu tinha muita vontade de conhecer pela história de ter a cela onde Maria Antonieta ficou até ir para a guilhotina.
A chamada sala das armas é maravilhosa, com luzes indiretas e todas as abóbadas. Eu adorei!!!
Seguimos vendo as celas e logo chegamos à cela de Maria Antonieta, que está montada exatamente como era enquanto ela estava lá. Tem bonecos no lugar dela e dos guardas que tomavam conta da cela dela. É um passeio bem legal!!!
Saint Chapelle
De lá, fomos para a Conciergerie, que fica no mesmo quarteirão. Eu tinha muita vontade de conhecer pela história de ter a cela onde Maria Antonieta ficou até ir para a guilhotina.
A Conciergerie foi residência e sede do poder real francês do século X ao XIV e foi convertido em prisão em 1392. A prisão ocupava o andar térreo beirando a Cais do Relógio e as duas torres. A Rainha Maria Antonieta foi aprisionada na Conciergerie em 1793, saindo dali para a guilhotina.
Sala das Armas
Seguimos vendo as celas e logo chegamos à cela de Maria Antonieta, que está montada exatamente como era enquanto ela estava lá. Tem bonecos no lugar dela e dos guardas que tomavam conta da cela dela. É um passeio bem legal!!!
Cela da Maria Antonieta
Cela da Maria Antonieta
Cela da Maria Antonieta
Fomos para Notre Dame, que estava com uma fila gigantesca que ia até o meio da praça que fica em frente. Entramos na fila, mas assim que conseguimos entrar o Luciano percebeu que pela lotação não ia ver direito e resolvemos voltar outra hora.
Na Praça Parvis, em frente à fachada ocidental da Catedral, encontra-se no pavimento, uma placa de bronze que representa o marco zero a partir do qual todas as distâncias das estradas nacionais francesas são calculadas.
Demos a volta na igreja para chegar à Place Jean XXIII, praça situada bem atrás da Catedral de Notre Dame, que estava toda florida.
Place Jean XXIII
O Memorial da Deportação estava fechado e então, fomos para a passarela (Pont de l´Achevêché) para ver os cadeados.
Memorial da Deportação
Pont de l´Achevêché (cheia de cadeados)
Pegamos o metrô e fomos para a Estação Trocadero para fazer o passeio de barco. Tava um frio congelante.
Eu já tinha avisado o Luciano, que assim que de em direção ao Trocadero, saindo do metrô a emoção é forte e não deu outra, quando viramos e vimos aquela maravilha (A Torre Eiffel), foi um suspiro só.
Fomos para a parte de baixo (nível do rio) para fazer o passeio de barco. Como tínhamos comprado o Paris Visite (passe do metrô) tivemos desconto nos tickets (€11,0). Entramos no barco e logo ele saiu.
É completamente diferente fazer o passeio de dia e do lado de fora do barco. Quando vim com meu pai fizemos o passeio à noite por Paris se chamar a Cidade Luz (mentira, à noite fica tudo escuro, você não vê nada e suas fotos saem péssimas) e como estava frio, fomos na parte de dentro (e todas as minhas fotos saíram com o reflexo do vidro que pegava uma máquina de café). Dessa vez não, fomos no fim de tarde e do lado de fora. Muito melhor e o mais interessante, o que vimos de dia na ida, já vimos iluminado no começo da noite. Super recomendo!!!
Torre Eiffel
Fomos para a parte de baixo (nível do rio) para fazer o passeio de barco. Como tínhamos comprado o Paris Visite (passe do metrô) tivemos desconto nos tickets (€11,0). Entramos no barco e logo ele saiu.
Passeio de barco
Grand Palais e Pont Alexandre III
Musée d´Orsay
Musée du Louvre
Notre Dame
Fim de tarde em Paris
É completamente diferente fazer o passeio de dia e do lado de fora do barco. Quando vim com meu pai fizemos o passeio à noite por Paris se chamar a Cidade Luz (mentira, à noite fica tudo escuro, você não vê nada e suas fotos saem péssimas) e como estava frio, fomos na parte de dentro (e todas as minhas fotos saíram com o reflexo do vidro que pegava uma máquina de café). Dessa vez não, fomos no fim de tarde e do lado de fora. Muito melhor e o mais interessante, o que vimos de dia na ida, já vimos iluminado no começo da noite. Super recomendo!!!
Conciergerie
Musée d´Orsay
Torre Eiffel
Académie Française
Na saída do barco, estávamos congelados!!!
Comemos na barraquinha de crepe que fica bem embaixo da Torre.
Fomos até a fila da Torre para nos informar como será a subida de amanhã, onde a gente tem que ir quando chegarmos.
O Luciano perguntou para um funcionário se ele falava inglês e o cara respondeu que não e continuou conversando com o colega dele, nos dando às costas. Nossa sorte é que tinha uma funcionária ali perto que viu e veio nos ajudar.
Na volta para o metrô, passamos em outro carrinho de crepe e comemos novamente. Entramos no metrô e seguimos para o hotel.


PARIS é sempre PARIS!!!!!!
ResponderExcluirUm dos lugares que mais curti na cidade foi a Ilê de la Cité. Adorei visitar a Conciergerie. Aquele teto iluminado da Sala das Armas é algo hipnotizante!
Não vejo a hora de voltar!