quarta-feira, 13 de março de 2013

O sufoco da volta

Acordamos às 5:00 e fomos todos tomar o café da manhã no quarto da Carla e do Marcelino (ontem já tínhamos passado no supermercado para providenciar o que comer). Pegamos as malas e descemos para fazer o check out. Contratamos o transfer para o aeroporto (Ezeiza) a 140 pesos por carro.
O taxista nos perguntou por qual companhia aérea voaríamos, mas na verdade nem sei por qual razão, pois ele nos deixou no Terminal C, sendo que nosso embarque era no Terminal A. Só nos demos conta quando entramos no saguão e vimos que ali era o terminal somente de vôos domésticos. Fiquei roxa de raiva, pois tivemos que atravessar o aeroporto inteiro com as malas para chegar no tal Terminal A (é longe, não é como Cumbica que você atravessa num minuto).
Fomos para a fila do reembolso (Tax free) e o condenado que estava lá trabalhando quis ver tudo que foi comprado por todos os que estavam na fila. Na nossa frente, tinha uma família com umas cinco malas e cada coisa que eles tinham comprado estava em uma das malas. Conclusão, tiveram que abrir as cinco malas. E a fila crescendo...
Quando chegou a nossa vez, não foi diferente...E foi um tal de abre mala e joga o pijama pra cá, empurra as calcinhas pra lá, mas até aí era só o embaraço de abrir suas coisas na frente de todo mundo (da próxima vez, levo tudo separado numa malinha)
Eis que o idiota, não conseguia enxergar o carimbo de turista dos nossos passaportes e resolveu perguntar se estávamos residindo na Argentina. Explicamos que não, mas ele continuava a questionar. Foi então, que eu resolvi abrir os passaportes para ver o que era que ele não conseguia ver e vi lá, o tal carimbo que ele dizia não existir. Sem um pingo de humildade, esfreguei meu passaporte na cara dele e falei "Olha aqui o carimbo escrito TU-RIS-TA".
Ele, muito sem graça, pediu perdão e disse que não tinha visto. Fechei minhas malas, espumando de tanta raiva, peguei os papéis e saí, pisando fundo.
Fizemos o check in, tomamos um lanchinho e fomos para o free shop (que na minha opinião é excelente)... Compramos maquiagens, perfumes, chocolates e uma Absolut.
Fomos para o nosso portão de embarque e nada de chamarem o pessoal do nosso vôo. Quando, já atrasado, avisaram que ia atrasar mais uns 45 minutos, eu e a Carla fomos comprar sanduíches para todos. Foi a nossa sorte!!! O embarque ainda demorou mais uma hora e meia.
Fomos para Montevideu e, ainda bem que compramos todas as coisas que queríamos em Buenos Aires, pois, por causa do atraso do vôo Buenos Aires-Montevideu, a nossa conexão original da TAM para São Paulo já tinha ido embora e fomos colocados em um vôo da Pluna que estava esperando por nós. Descemos de um avião e já subimos no outro na pista mesmo, nem entramos no aeroporto de Montevideu.
As pessoas que estavam neste avião da Pluna, já estavam esperando por nós há uns 40 minutos.
Eu já tinha visto que a minha poltrona era a 27 e lembrava do avião da ida, que só ia até a fileira 23.Entrei e a primeira pergunta que fiz para o comissário foi: "Pode sentar em qualquer lugar?" Ele respondeu de forma super grosseira: "Claro que não! Qual é a sua poltrona? Veja no seu cartão de embarque e sente no lugar correto". Já com um pouco menos de cordialidade respondi que minha fileira era a 27 e ele soltou um "impossible".
Pronto, a paciência foi embora e eu falei "Não é "impossible" coisa nenhuma!!! Olha aqui o cartão de embarque. Ele conferiu e disse que eu podia sentar em qualquer lugar.
Todos entraram no avião, colocaram as malas no bagageiro e o avião começou a taxiar. Eis que ele parou do nada e avisaram que havia um problema de pressão no nariz e que precisaria de manutenção.
O tempo foi passando e tinha um argentino que tinha uma conexão São Paulo-Londres, que não parava quieto e toda hora vinha perguntar para as aeromoças se ia demorar.
Passou mais um tempo e eu falei para a aeromoça, que deveriam ter deixado a gente dentro do aeroporto enquanto faziam a manutenção, pois lá tem coisas para comer, tinha como ir ao free shop e ao banheiro (pois elas travaram a porta dos banheiros ) ou que pelo menos, servissem uma coca cola. E foi isso que eles fizeram, serviram coca cola e um saquinho de amendoim.
Começamos a ficar preocupados com o motorista da van que a gente tinha contratado, pois combinamos com ele às 16 horas em Guarulhos e já era 15:30 e ainda estávamos parados em Montevideu.
Quando parecia que estava tudo pronto para o avião decolar, o tal argentino falou que ia descer e os funcionários tiveram que abrir o compartimento das malas para procurar as malas do cara...
Saímos de Montevideu com 4 horas de atraso.
Chegando em Cumbica, a parte da imigração foi super tranquila, não tinha fila e passamos direto. Demos uma passadinha no free shop e enquanto o Luciano pagava as compras, fui para a esteira pegas as nossas malas. Eis a surpresa: as malas de nós seis (eu, Luciano, Carla, Má e Bia) não chegaram.
Fizemos a reclamação na Pluna e saímos de mãos abanando. Isso já era 20:00.
Compramos uns pães de queijo, refrigerantes e fomos encontrar o motorista da van que tínhamos contratado. Chegamos em casa quase 22:00, comemos uma pizza e assim acabou nossa viagem a "Mi Buenos Aires querida".


quinta-feira, 7 de março de 2013

Buenos Aires - 09/01/2012

Hoje acordamos e fomos para o El Ateneo Grand Esplendid e ele continua maravilhoso!!!
Para ir até lá, pegamos o metrô na estação Callao (linha vermelha), fomos até a estação Carlos Pellegrini e de lá, fizemos a baldeação para o metrô verde sentido Congreso de Tucumán, descendo na estação Callao (linha verde).





O Grand Esplendid foi construído em 1919 e à partir de 1924 concursos de tango começaram a acontecer. Em 1926 ele começou a funcionar como cinema, mas não resistiu à concorrência e fechou. Em 2000 a Rede de livrarias Yenni o adquiriu e manteve a estrutura, só retirando os assentos para a colocação das estantes com livros. No lugar do palco funciona o café, com mesinhas e sofás...é delicioso sentar ali e apreciar a maravilha que é esse antigo teatro...Aproveitamos para tomar um chá gelado para refrescar do calorão que estava lá fora.





Saindo de lá, passamos numa loja de roupas femininas chamada Sabrina (Av. Santa Fé, 1812) e eu aproveitei para fazer umas comprinhas de roupas para ir trabalhar.
Almoçamos num Burguer King que tinha ali perto e já na porta pegamos um táxi para ir ao MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires).
O MALBA é um espaço cultural dinâmico e participativo, onde há exposições de vários museus de todo mundo, coleções internacionais e amostras de arte contemporânea argentina e latino americana. O museu também traz um grande panorama de cinema e uma biblioteca de filmes, além de uma área de literatura através da qual organiza encontros com escritores e há cursos, seminários, discussões literárias e apresentações de livros.





O museu ainda conta com uma área de Educação e Ação Cultural, que inclui programação infantil, visitas guiadas e atividades com organizações da sociedade civil, que tem como função, dar oportunidade a todos de apreciar, explorar e aprender sobre alguns dos grandes artistas e movimentos artísticos do século passado.
É um museu bem legal de arte contemporânea e a obra que eu mais gostei de lá foi um Bottero, maravilhoso!!!
Pegamos um táxi e descemos na Calle Florida para as últimas compras. Tivemos que trocar um pouco mais de dinheiro e isso é bem fácil de se fazer no centro de Buenos Aires. Tem uma cabine de câmbio dentro da Galeria Pacífico e mesmo pela Calle Florida tem várias casas de câmbio.
Voltamos para o hotel de metrô, nos arrumamos e fomos jantar no Puerto Madero. 
Novamente, esteve tudo excelente!!!
Aproveitamos que estava uma noite deliciosa, atravessamos a Puente de la Mujer e passeamos pelo outro lado. Pegamos um táxi de volta e fomos para hotel para arrumar as malas.