Chegando ao aeroporto de Lisboa, fomos até quase a Espanha à pé para conseguirmos chegar na fila da imigração. Esta, por sua vez, não era sinalizada e ninguém sabia em qual fila tinha que entrar. As pessoas lá não tem muita noção de fila e vários angolanos simplesmente entraram na nossa frente no meio da fila.
A fila ia longe. Deu tempo até de conhecer um rapaz que trabalha lá e informou que todas as vezes que ele chega à Portugal é assim. Ele comentou que já pegou fila de mais de 3 horas na imigração.
Depois de quase duas horas de fila, eis que chegou a nossa vez. O cara da imigração não nos perguntou nada, só deu bom dia e carimbou os passaportes.
Fomos para o guichê da Avis para alugar o carro e essa foi mais uma fila demorada e desorganizada. Pegamos a chave e fomos para o estacionamento. Lá, ficamos esperando mais um tanto e finalmente veio o carro...
Colocamos nossas coisas no porta malas e partimos para a estrada. Os mapas e roteiros que eu tinha feito no computador (pelo Google maps) estavam certinho com o que tínhamos que fazer. As estradas lá são boas e sinalizadas. Ah, e tem vários pedágios. A cada trecho que se pega, passa-se por dois pedágios (ou portagens como eles chamam lá). No primeiro pega-se o ticket (título) e no segundo paga-se o correspondente ao trecho percorrido.
DETALHE: Se você retirar um ticket e não passar por nenhum pedágio para pagar em até 12 horas, pagará uma multa enorme!!!
Levamos alguns CDs, mas achamos uma rádio ótima: RFM (93.4)!!!
Depois de uma hora e pouco chegamos no portal de entrada de Óbidos.
Contornando o Aqueduto de Usseira, chegamos ao estacionamento da vila.
Lá, o estacionamento é pré pago, ou seja, você coloca em uma máquina o valor correspondente ao tempo que deseja ficar estacionado. Depois disso, a máquina emite um ticket, que deve ser colocado no console do carro para que o guardinha tenha o controle de que hora o carro vai desocupar a vaga. Como não sabíamos, guardamos o ticket na bolsa e fomos passear. Claro que na volta ele sabia qual era o nosso carro, pois era o único sem o ticket no console. Pagamos 2 euros por 2 horas e meia.
Ao lado do estacionamento há o posto de turismo e bem na frente tinha umas barraquinhas com frutas secas, artesanato e doces típicos (compramos umas broas de ginja excelentes!!! Se eu não me engano, o pacote com umas 12 broas foi 2,50 euros).
Seguimos em frente e logo vimos a Igreja da Nossa senhora da Graça e a Porta da Vila de Óbidos que é um grande arco azulejado e passando por este arco temos acesso a praticamente à rua única de interesse turístico de Óbidos (Rua Direita), onde tem as lojas de suvenires e coisas típicas.
Indo pela Rua Direita, logo encontramos a Igreja de Santa Maria, que é a matriz e bem em frente há o pelourinho.
Passeamos pelas lojinhas e paramos para comer os primeiros pastéis de nata...
Pararmos para almoçar em um restaurante chamado Petrarum Domus (Rua Direita, 2510). Acho que foi um dos melhores restaurantes de toda a viagem. Meu pai comeu um bacalhau a Assis (9, 75 euros), minha irmã, um bacalhau com natas (9,75 euros) e eu, um strogonoff de vitela (9,75 euros). A comida estava excelente!!! O ambiente é bem legal, à meia luz, parecendo uma caverna e assim que chegamos no restaurante estava tocando a música da "casa portuguesa".
No fim do almoço, experimentamos a tal da Ginjinha (1,50 euro cada), que é um licor (de Ginja) quem vem em um copinho de chocolate. É super típico de Óbidos e em todas as lojas tem para vender e servir a 1 euro. Achei o licor bom, apesar de forte...lembra um pouco grapa.
Do restaurante fomos para o Castelo de Óbidos, andamos pelas muralhas e arredores.
O passeio todo pela cidade, lojinhas, Castelo e almoço levou menos de 2 horas. Saindo do estacionamento, nos perdemos, mas as pessoas são tão solícitas, que encontramos umas pessoas que indicaram certinho como pegar a estrada para Alcobaça, que será meu próximo post.
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